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Da Violência: Fanon - galeria

Uma cerimônia coreográfica audiovisual

DA VIOLÊNCIA: FANON se apresenta como uma “Cerimônia Coreográfica Audiovisual”, conceito que estrutura tanto o processo criativo quanto a experiência do público. Conduzido por MC Fanon (alter ego ficcional do pensador), o espetáculo se desdobra em sete momentos: um prelúdio, cinco movimentos e um poslúdio. Para Wolfgang Pannek, o resultado é uma experiência poética e política, que aproxima passado e presente em diálogo crítico com Fanon.

 

O caráter cerimonial do espetáculo é pós-dramático. Numa liturgia cênica híbrida, repleta de saltos temáticos, cronológicos e mediais, introduzimos a figura histórica de Fanon, mas sobretudo atualizamos sua crítica à luz da atualidade. O arco tensivo da dramaturgia se estende do Código Negro de 1685, que definiu a escravidão nas Antilhas, passando pelo engajamento anticolonial dos anos 1950/60, até os excessos de violência policial racista da atualidade, explica o diretor.

 

Corpo, dança e resistência

A estreia de Mabalane Jorge Ndlozy como coreógrafo no Brasil acrescenta à Taanteatro Companhia vocabulários de danças tradicionais africanas, como o Xigubo, dança guerreira originária da província de Gaza, em Moçambique.

A coreografia explora a linguagem do taanteatro – teatro coreográfico de tensões –, em que a presença física é atravessada por estados de conflito e resistência. Fanon diagnostica a hipertensão muscular como reação típica do corpo à violência colonial. Em cena, investigamos essas tensões dilacerantes que ainda hoje marcam a experiência dos herdeiros do sistema colonial racista, pontua Pannek.

 

Entre as cenas, destacam-se o prelúdio Código Negro, que contrapõe o corpo branco apolíneo da dança clássica ao corpo negro dogon coisificado pela escravidão, e Não consigo respirar, em que o embate colonizador-colonizado ressoa na violência policial contemporânea.

 

*Trecho do release do espetáculo,

por Frederico de Paula (Nossa Senhora da Pauta) e Wolfgang Pannek)

  Teatro Paulo Eiró  

Centro Cultural Vila Itororó

  Teatro Arthur Azevedo 

Galpão do Folias

Fundada em São Paulo, em 1991, pela coreógrafa brasileira Maura Baiocchi, a Taanteatro Companhia é reconhecida por sua pesquisa teatro-coreográfica continuada denominada taanteatro ou teatro coreográfico de tensões publicada em oito livros, em língua portuguesa, espanhola e inglesa; e por um repertório cênico abrangendo mais de oitenta espetáculos autorais inspirados na vida e obra de artistas plásticos, poetas e filósofos, e focados em temáticas eco-políticas, decoloniais e de gênero. Desde 2021, organiza anualmente o CineFestival Internacional de Ecoperformance. Premiados nos planos municipal, estadual, federal e internacional, os espetáculos da Taanteatro Companhia foram apresentados no Brasil e no exterior (Alemanha, Argentina, Bélgica, EUA, França, Inglaterra, Itália, Japão, Moçambique, Rússia).

 

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