28/03/2025 _ por Brunieli Ferreira
- Brunieli Ferreira

- 28 de mar. de 2025
- 2 min de leitura
Atualizado: 12 de fev.
Traajeto: Deslocamento espacial predeterminado.
O trajeto é caminho?
O trajeto é um método para se deslocar no caminho, gera uma tensão entre a rigidez pré determinada e a liberdade de circular. O trajeto é lugar de deslocamento, de passagem é transitório. Idas, voltas e pausas cada momento é transição. Influencio e sou influenciada.
Enquanto me desloco tomo consciência de todo meu corpo, de todo o espaço e da conexão entre eles.
Quais são os lugares de passagem?
Qual cheiro, textura, som, sabor tem pelo trajeto?
Qual vestígio eu deixo e levo quando circulo?
É possível se perder pelo trajeto? Eu retorno ou sigo em frente?
A volta nunca é igual, já fui afetada na ida. Carreguei todas as memórias de uma vida, fui atravessada pelos vestígios de outros corpos. Por isso retorno mas nunca sou a mesma nem o lugar é o mesmo. Retorno é seguir em frente.
Da periferia ao centro.
A periferia é onde tem a maior concentração de pessoas, de fazeres de troca.
O vazio é contido por uma borda, por isso ele é cheio de coisas. A Periferia é a borda, é o que sustenta o espaço para que ele não se torne o nada.
O centro é o ápice, todo mundo quer ocupar o centro.
É difícil ocupar o centro, está todo mundo olhando. Ocupar o espaço é ocupar algo já ocupado. Abrir a escuta, colocar o corpo em ação é confluir. Ocupar é preencher, encontrar-se exercer o controle naquele espaço.
Observar, se observar, interagir e sair.
Entrar como a primeira vez que se vem ao mundo. O que quero revelar sobre mim?
Observar, ter uma sobre visão do espaço. Sentir a presença do que já está. A escuta é um caminho dentro do trajeto.
Quais corpos ocupam esse espaço, o que comunicam, como interagem?
Qual o diálogo dos corpos com o espaço?
Quem sou no espaço ocupado?
O que eu tenho para falar?
Como eu comunico?
Eu tenho algo para falar ou quero apenas ser vista?
Sou responsável pelo o que comunico e como comunico.
Tenho consciência sobre o que revelo?
É sempre luz e sombra, revelar e esconder. Permitir ver aquilo que se quer.
Fugir dos olhos, querer falar mas não querer ser vista.
Segurar o coração, andar em círculos. Sentir a sujeira humana.
A terra é limpa. A sujeira é humana.
O silenciamento, o apagamento de corpos que gritam pra dentro.
As vezes o silêncio preenche mais que o grito.
Sair sem olhar para trás porque não se dá as costas, toda saída é um afastamento.


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